Advogado dispensado: dez vezes em que vi pessoas se dando mal

Advogado não serve apenas para lidar com processos.

O advogado tem uma importância que vai além de ajuizar ações e lidar com processos. O profissional do ramo pode evitar que eles aconteçam ou apresentar meios de amenizar riscos e danos, antes mesmo de acontecerem.

As pessoas hoje possuem mais acesso à informações, mas não o conhecimento pleno de todas elas. E ao interpretar errado, podem pensar: afinal, para que preciso de advogado se eu mesmo posso resolver?

Desde que comecei a advogar (e isto faz tempo), vi diversas situações e selecionei as mais graves. Vamos ver se você já passou ou soube de alguma situação parecida.

As dez mais:

  1. Assumir uma dívida e ter a vida financeira devastada por assinar contrato sem saber o que significavam as palavras “devedor solidário”.
  2. “Passar ponto” de loja sem exonerar o fiador, que ficou responsável pelas dívidas dos locatários posteriores e acabou perdendo o apartamento.
  3. Em uma desapropriação, uma pessoa não quis assessoria desde o processo administrativo, mas se desesperou um tempo ao ver o ente expropriante ser imitido na posse do imóvel entrar e “passar o trator”. Ainda obteve tempo para culpar o advogado porque não trabalhou gratuitamente;
  4. Fazer investimentos de origem duvidosa e descobrir posteriormente se tratar de uma fraude;
  5. Entregar recibo de compra e venda de maneira simples para um veículo cuja venda foi feita de forma parcelada entre duas pessoas físicas. A pessoa parou de pagar, e logo após desapareceu com o veículo sem dar notícias;
  6. Desistir de financiamento de veículo e em vez de proceder corretamente (o que custa dinheiro em cartório), entregou o carnê na mão de outra pessoa. O desistente morreu e a mãe sofreu ameaças;
  7. Adquirir um terreno de posse sem avaliar riscos como avaliar certidões referentes ao imóvel. Depois da construção de uma casa, o proprietário apareceu e pagou um valor irrisório pelas benfeitorias;
  8. Fazer acordo trabalhista “de boca” e depois disto responder a uma reclamação trabalhista e ter que pagar tudo de novo;
  9. Um pai dizer ao filho que deixaria parte de suas terras para ele em detrimento dos outros irmãos, que supostamente já haviam recebido bens. O pai morreu e o tal filho brigou com os demais irmãos por ter acreditado que esta fala tinha validade jurídica;
  10. Propor a compra de um notebook para a filha, a fim de abater pagamento de pensão alimentícia. Para não ser preso, precisou fazer um empréstimo. Agora tem duas dívidas.

Conclusão:

Por isto, ao lidar com situações em que não se sabe o que pode acontecer, ou com o que está lidando (aspectos legais, linguagem jurídica, entre outros), é importante contar com profissionais para evitar ou amenizar problemas futuros.

Em caso de dúvidas, entre em contato.